Ame alguém assim como o arroz ama o feijão (e vice-versa)

Não existe amor maior no mundo do que o do arroz e do feijão. Eles são o casal perfeito, melhor que Romeu e Julieta (a combinação queijo e goiabada – e por que não o casal fictício?). Se todos tivessem um amor igual este, o mundo seria um lugar sem guerra.

Nutricionalmente falando, é raro encontrar um caso em que dois alimentos se complementem de forma tão eficaz. Além de fornecerem diversos nutrientes, os aminoácidos que faltam em um alimento, você encontra em outro. Os aminoácidos são as estruturas básicas que formam as proteínas.

Por exemplo: existe um aminoácido chamado metionina que é muito encontrado no arroz mas possui poucas quantidades no feijão; existe outro chamado lisina, mas esse é muito encontrado no feijão e pouco encontrado no arroz. O que um não tem, o outro complementa.

O nosso corpo precisa dessas combinações de aminoácidos para a formação de células, de músculos, de órgãos e para manter quase todas as funções vitais que se conhece. Aquela história de que comer arroz e feijão engorda é mentira. Você só engorda quando ingere um alimento em excesso.

Aaahhh, se Shakespeare soubesse disso!…

Anúncios

Receita daquele bolo de banana sensacional

Minha história com bolos de banana é mais ou menos amor à primeira vista! Nunca consegui esquecer o bolo de banana que eu comi na casa de uma amiga certa vez, a Camila. Eis que pedi a receita do famoso bolo da mãe dela e ele ficou lindão e gostoso assim como na foto.

Aí vai a receita!

Ingredientes

  • 6 bananas
  • 1 xícara de óleo
  • 3 ovos
  • 2 xícaras de farinha de rosca
  • 2 xícaras de açúcar
  • 1 colher de fermento

Modo de preparo

Bater as bananas, o óleo e os ovos no liquidificador. Depois, misturar em outro recipiente a farinha de rosca, o açúcar e o fermento. Em seguida, misturar tudo e levar ao forno por cerca de 20 minutos. Se quiser misturar um pouquinho de canela na combinação toda, está valendo!

Para untar a assadeira, eu usei manteiga, farinha de rosca e açúcar.

Fica um trem de bãaaaooo!!!

Pra que insistir no miojo?

Ele quebra muitos galhos por aí e é consumido por muitas pessoas que buscam uma refeição rápida, prática e barata em meio à correria do cotidiano. Apesar de todas essas “facilidades”, o miojo não deveria constar no cardápio da população de nenhum lugar do mundo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a ingestão máxima de sal diária permitida por pessoa é de 4 gramas e o de sódio, 2 gramas, equivalente a uma colher rasa de café. O problema é que cada embalagem de macarrão instantâneo traz pelo menos o dobro deste valor no pacotinho que dá sabor ao alimento. Se é que a gente pode o chamar de alimento!

Não só o miojo, mas qualquer tipo de macarrão instantâneo faz mal à saúde por conta do elevado teor de sódio e de gordura na composição. Essas substâncias fornecem um grande risco para doenças cardíacas e aumento da pressão arterial.

Não lembro mais qual foi a última vez que comi miojo, mas aconteceram algumas vezes na minha infância. E foi por pedido exclusivamente meu, e não de alguém da minha família cozinhando miojo por preguiça ou praticidade. Muito pelo contrário, lembro até hoje meu pai e minha mãe, quando me viam comendo miojo, me condenando e dizendo que aquilo não prestava para nada. E eles têm toda a razão.

Além da hipertensão e doenças cardíacas com o consumo do macarrão instantâneo em excesso, este produto pode desencadear a síndrome metabólica, capaz de viciar o seu corpo em “porcarias” e desregular o funcionamento do seu metabolismo.

Produtos como o miojo e o Cup Noodles, por exemplo, abusam do glutamato monossódico, utilizado para realçar o sabor. Esta é conhecida por ser uma substância viciante que causa reações adversas no organismo, apesar de ter o uso liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre essas reações, estariam dor de cabeça, enxaquecas, náuseas, sudorese e prejuízo para o trato gástrico.

A quantidade de aditivos químicos na composição do macarrão instantâneo é imensa: corantes, conservantes, acidulantes, estabilizantes e muito, mas muito sódio. Aí eu me pergunto qual o motivo que leva os fãs do miojo a ingerirem algo que vai se digerir em puro sódio, gordura do mal e aditivos químicos que trazem reações adversas à saúde? Existem muitos fatores socioeconômicos ou falta de informação envolvidos, mas para os antenados de plantão é burrice persistir, ainda mais que é uma alimento que não traz sensação de saciedade e faz você querer comer mais.

Não é tão difícil assim aprender a cozinhar e montar uma marmita prática para o cotidiano. O segredo é que as pessoas pensam que cozinhar é ter que fazer um monte de pratos, como a ostentação dos buffets. Não é nada disso! É possível ser feliz e saudável com até dois tipos de alimentos nas principais refeições, uma proteína e um carboidrato de preferência. No próximo post, eu vou me basear na alimentação de alguns nutricionistas e trazer dicas e imagens de combinações simples para compor a dieta do dia.

Você sabia que existe uma truta salmonada? E que ela é vendida como salmão?

Semelhanças entre salmão e truta salmonada

Recentemente descobri a truta salmonada. Eis que estava em um restaurante e pedi se tinha salmão para grelhar. E a resposta foi: “não temos salmão, mas temos truta salmonada”.  Depois dessa resposta estranha para meu mundinho, fui pesquisar e apurar o que era essa tal de truta salmonada. Ah, naquele momento no restaurante, eu optei por experimentar o peixe. E o sabor era muito bom, tão bom que é parecido ao do salmão. E é aí que mora o perigo! Restaurantes estão comercializando a truta salmonada como se fosse salmão, sendo que eles se diferenciam na qualidade nutricional e no preço.

Outros fatores que alimentam essa confusão é a cor dos dois peixes. Ambos têm aquela coloração rosado-alaranjada/avermelhada. E é aí que mora outro perigo! A truta não nasce salmonada, ela “se torna” salmonada depois de ser tratada de uma forma específica em cativeiro. Fica a pergunta: como diferenciar dois peixes semelhantes com a mesma coloração e o mesmo sabor? A resposta não é das melhores. A não ser pela análise laboratorial de sua composição, fica muito difícil diferenciá-los a olho nu.

Os estabelecimentos se aproveitam

É claro que não existe problema algum em vender e consumir truta salmonada desde que você saiba que está consumindo truta salmonada. O crime acontece quando um estabelecimento comercializa truta salmonada como se fosse salmão. Como eu disse antes, a classificação nutricional e o preço dos dois são diferentes, principalmente o preço.

A truta salmonada adquire a coloração do salmão em cativeiro. Ela é originalmente esbranquiçada, mas recebe uma alimentação à base de uma proteína de soja que faz a coloração de suas escamas ficar com o mesmo tom que a do salmão. Já o salmão fica rosadinho naturalmente devido à dieta à base de frutos do mar.

Diferenças entre salmão e truta salmonada

A seguir, listo algumas diferenças nutricionais entre as duas espécies. Quanto ao preço, o quilo de um bom salmão não custa menos que R$ 40 e ele vem com a certificação de origem. Mas e se mercados e empresas se aderem ao comércio irregular e trocam o salmão por trutas em suas embalagens? Ou se os restaurantes vendem a truta como salmão e cobram o preço alto do salmão? Muitas perguntas, poucas respostas. Minha sorte foi que AQUELE dia o moço do restaurante me informou corretamente o peixe do cardápio, mas quantas vezes será que comi truta salmonada por aí achando que era salmão?

Abaixo, cito um trecho do site Minha Vida sobre as diferenças nutricionais do salmão e da truta salmonada, que vocês podem conferir também no link abaixo.

http://www.minhavida.com.br/alimentacao/materias/12301-compare-o-salmao-com-a-truta-salmao

Ômega 3

O salmão e a truta salmão são ricos nesta gordura poli-insaturada, porém o salmão apresenta uma quantidade um pouco maior de ômega 3 “Quem consome este ácido graxo protege o coração de doenças cardiovasculares, pois essa gordura do bem reduz as taxas de colesterol ruim (LDL) e eleva o colesterol bom (HDL) do sangue, além de dissolver as placas de gordura que obstruem as artérias”, explica a nutricionista do Dieta e Saúde, Roberta Stella. Também tem ação anti-inflamatória, fortalece o sistema imunológico e protege o cérebro contra doenças degenerativas, como o Mal de Alzheimer.

Vitamina A

A truta salmonada oferece mais deste nutriente – são 57 UI, enquanto o salmão tem 40 UI. Entre as principais funções desta vitamina no organismo, estão a ação protetora dos olhos, da pele, mucosas e da capacidade funcional dos órgãos de reprodução. O nutriente também tem papel de defesa contra as infecções.

Além disso, estudos recentes realizados pela Universidade Federal do Rio de Janeiro apontam a relação da vitamina A com a leptina, o chamado hormônio da saciedade. Segundo as pesquisas, a falta da vitamina A diminui a produção de leptina, causando os perigosos ataques de gula. E tem mais. Quando os níveis de vitamina A estão abaixo da necessidade do organismo, as células de gordura (adipócitos) se multiplicam com maior facilidade, e pior, também aumentam de tamanho, provocando aumento de gordura localizada no corpo.

Selênio

O salmão contém 36,5 mcg de selênio, um antioxidante que previne o envelhecimento celular, afastando os risco de tumores. A truta salmão, por sua vez, fornece 12,6 mcg. Esta substância também ajuda a manter a elasticidade dos tecidos do organismo. A pele e os cabelos ficam renovados.

Cálcio

A truta salmão oferece boa quantidade de cálcio. São 43 miligramas contra 12 miligramas de salmão. O mineral mantém dentes e ossos fortes, combatendo o raquitismo e a osteoporose. Além disso, o nutriente mantém os batimentos do coração regulares e ajuda o sistema nervoso a trabalhar melhor.

Hasta la vista, bacon! OMS classifica carnes embutidas como cancerígenas

“Hello! It’s me!”, parafraseando a Adele depois de um tempinho longe do blog. Por uns problemas técnicos, fiquei ausente mas eis que estou de volta! Pra trazer alegria? Não, pra fazer mais uma alteraçãozinha básica na sua dieta. (A alegria é colhida com os bons resultados futuros).

Os alvos da vez são a salsicha, a linguiça, o bacon. Mais precisamente, todas as carnes processadas e embutidas. Ontem uma extensão da Organização Mundial da Saúde chamada Agência Internacional pela Pesquisa em Câncer colocou esses alimentos na categoria 1, dos “sabidamente carcinogênicos”. Assim, depois de mais estudos científicos, ficou comprovado que as carnes embutidas tanto apreciadas num domingo de churrasco ou naquele dogão do trailer da esquina favorecem o desenvolvimento de câncer, principalmente câncer colorretal.

(Convenhamos que dava pra deduzir que coisa boa não poderia vir de uma carne embutida).

Carnes embutidas incluem salsicha, linguiça, bacon, torresmo (imagino eu), todos adulterados com os mais horrendos aditivos químicos pela indústria para conservação e maior durabilidade.

As carnes vermelhas também tiveram seu lugar ao sol, ou melhor, à sombra. Elas entraram no grupo dos “provavelmente carcinogênicos”, ou seja, o grupo do “pode ser que sim, pode ser que não, mas pode ser que sim”.

Ai ai ai, isso significa deixar de lado o bacon do meu hambúrguer e trocar a salsicha comum do meu hot dog por uma vegana e caseira? Seria bom, mas não se desespere.

Como tudo o que temos tratado aqui, esse tópico não pode cair pro lado extremista ou terrorista (adoro essa palavra, #semterrorismo) da coisa. A não ser que você esteja numa dieta restrita ou tenha alguma doença crônica cardíaca ou associada à alimentos gordurosos, você não precisa recusar aquela linguicinha da churrasqueira ou o torresmo que vem junto com o combo da feijoada. Você só precisa se controlar, não se alimentar com essas comidas com frequência, optar sempre por alimentos naturais e diversificados e diminuir o consumo de processados. Não é difícil.

Até as carnes vermelhas entraram no grupo dos “provavelmente carcinogênicos”. Mas, se você não for vegetariano, isso não significa que você deve tirá-la da dieta. Tanto que as carnes são consideradas as maiores fontes de proteínas. Suas proteínas são de alto valor biológico, ou seja, possuem todos os aminoácidos necessários para uma infinidade de funções do corpo. Além disso, possuem grande quantidade de nutrientes como ferro, zinco, cobre, vitaminas A, D, E, K e as do complexo B.

Recomendo variar entre todos os tipos de carnes (frango e peixe, principalmente) e não sobrecarregar seu organismo com carne vermelha. Profecias à parte, tudo o que é consumido de forma exagerada vai ter uma consequência lá na frente.

6 dicas nutricionais para melhorar seu treino

É Projeto Verão? Não, é Projeto Saúde mesmo!

Ontem eu assisti a uma palestra muito bacana sobre Nutrição Esportiva ministrada pela nutricionista Ana Carolina Hamati na academia Runner, da Avenida Paulista. Foram abordados vários tópicos sobre a relação entre treinamento físico e alimentação e eu separei alguns deles para divulgar aqui.

12026649_10204971681828027_1937131726_n

A informação já deve ter sido ouvida pelos quatro cantos do globo, mas nunca é exagero repetir: a melhora do condicionamento físico e o ganho de massa muscular são consequências principalmente do planejamento alimentar, além da dedicação e da atividade física em si.

E a melhor forma de planejar seu cardápio diário é criar o hábito de ingerir uma variedade de alimentos, de forma a desenvolver uma nutrição saudável. As dietas restritivas e limitadas (quem nunca ouviu falar do frango com batata doce) não são suficientes para fornecer a diversidade de carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e sais minerais que seu corpo necessita. Você precisa deles para manter saudável a interação entre todos os órgãos, construir tecidos e músculos e garantir reserva energética.

“Ah, mas eu não quero emagrecer ou ficar fortinho, estou contente com meu corpo!”

Ok, mas acho que você quer viver bem até o fim da vida sem passar por grandes problemas de saúde, ter gastos médicos e com medicação, poder se alimentar de maneira diversificada, manter o corpo saudável não por fora, mas o mais importante, por dentro.

Só para começar: toda refeição que se preze deve ter o combo carboidratos + proteínas + lipídios (gorduras saudáveis). Os carboidratos são o nosso combustível energético e podem ser encontrados principalmente no arroz integral, batata, mandioquinha, mandioca, frutas, milho e demais sementes, raízes e tubérculos. Os lipídios também estão associados aos alimentos citados. Já as proteínas são encontradas com mais facilidade nas carnes magras, legumes, verduras, ovos, leite e seus derivados.

As dicas abaixo referem-se à alimentação e à suplementação. Lembrando que é importante você dar atenção aos alimentos para o rendimento alimentar e os suplementos, como o próprio nome diz, deve ser usado apenas caso você não consiga se abastecer com a variedade nutricional diária e necessária. Por isso, favor consultar seu nutricionista, bonitinhos.

1- Frutas com proteínas: nunca coma as frutas sozinhas, mas sim acompanhadas de algum alimento protéico, para que o efeito do carboidrato da fruta e da proteína seja eficaz. Por exemplo: se você for comer uma banana, coma com aveia. Se for comer morangos, bata no liquidificador com leite ou, pelo menos, tome um copo de leite ao mesmo tempo que ingerir a fruta. Essas proteínas, para acompanharem a digestão do carboidrato, podem ser encontradas na aveia, na linhaça, na chia, no leite, no iogurte natural.

P.S.: nunca misture linhaça com chia. As duas sementes têm propriedades físicas e químicas semellhantes. Por isso, com a ingestão simultânea, seu corpo pode criar uma certa alergia às duas a longo prazo.

2- O horário da alimentação: consuma carboidratos de 30 a 60 minutos antes do treino. Entre eles, pode-se destacar batata doce, mandioquinha, tapioca, frutas, sucos naturais.

3- Fontes energéticas pré-treino: como já disse, os carboidratos são os responsáveis por fornecer energia durante o treino e devem ser ingeriros de 30 a 60 minutos antes dos exercícios. Se for escolher suplementos, fique com os de maltodextrina, carboidrato complexo proveniente do amido. Se ainda preferir um complemento proteico de rápida absorção: proteína vegetal (proteína de soja, verduras), BCAA, creatina, glutamina, entre outros. Não precisa ser todos de uma vez! Por isso, procure um nutricionista para avaliar sua necessidade proteica de acordo com seu treinamento físico.

4- Fontes pós-treino: você deve consumir até 30 minutos depois do treino alimentos de alta concentração proteica para a reconstrução muscular. Exemplos: frutas, sucos naturais, garapa, água de coco, mel, óleo de coco. Se preferir suplementar: maltodextrina, dextrose e whey protein.

5 – Exemplos de suplementos para controle de peso e emagrecimento:

  • ID-Alg: ativa o metabolismo basal causando o efeito termogênico.
  • Morosil: auxilia no peso, na manutenção e prevenção da obesidade e na redução da inflamação.
  • Serenzo: melhora a compulsão alimentar por ansiedade.
  • Pholia Roja: diminui a gordura abdominal.
  • Pholia Negra: aumenta a saciedade e ajuda na redução de peso.
  • 5-HTP: controla o apetite e o efeito da serotonina em dietas para perda de peso.
  • Slendesta (extrato de batata): dá a sensação de saciedade.

6 – Exemplos de suplementos para ganho de massa muscular e fitoterápicos: 

  • Beta-alanina: treinamento de alta intensidade.
  • HMB (beta-hidroxi-beta-metilbutirato): anticatabólico pré e pós-treino, ou seja preenche a quebra das fibras musculares decorrentes dos exercícios.
  • Citrulina malato: combate a fadiga e fraqueza muscular.
  • Phosfator: usado na redução do estresse e para hipertrofia.
  • Ácido D-aspártico: aumenta a produção de testosterona e melhora a fadiga.
  • Tribulus terrestris: melhora a força e a resistência musculara, além de aumentar a libido.
  • Cyanotis vaga: usado na construção muscular.
  • Mucuna: estimula a reposição de proteínas nos músculos, além de estimular o bom humor.
  • Maca peruana: diminui o apetite.
  • Long Jack: intensifica o crescimento muscular e da massa magra.

Pessoal, a suplementação só deve ser iniciada com o acompanhamento de um nutricionista. Apenas ele saberá informar se você precisa de suplementos, quais são eles, como anexá-los a sua dieta e o que não consumir.

Abaixo, segue uma fotinha minha com a nutricionista Ana Carolina Hamati, a personal Lu da Costa e um kit que eu ganhei com alguns suplementos alimentares.

12030790_10204971680227987_575525401_n

Tinha tudo pra ser perfeito! 5 maneiras de estragar uma boa refeição

Os alimentos rápidos e processados estão aí pra facilitar nossas vidas, certo? Errado! Como já comentei em posts antigos, estou aqui para pregar contra o consumo desenfreado dos produtos processados, responsáveis por enganar suas células digestivas, diminuir seu tempo de sensação de saciedade e desenvolver doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, obesidade e problemas cardiovasculares.

Pensando nisso, quando você estiver à frente de uma refeição que teria tudo para ser saudável, não a estrague, por favor.

1 – Salada com molho cremoso

Não adianta nada se você fizer aquele prato caprichado de salada e temperar com os molhos cremosos que ficam do ladinho do azeite te seduzindo. Se tem azeite, use só o azeite. A alface, o tomate, o brócolis, o almeirão, a rúcula e o pepino não pedem um molho rosê infestado de aditivos químicos, sódio e gorduras. Deixa de lado!

molho-rose

2 – Frozen yogurt

O iogurte é uma forma menos gordurosa e calórica que o sorvete e, portanto, deixe que ele continue assim. Não estrague essa delícia gelada com cobertura de chocolate derretido, confetes coloridos (ou M+M’s), canudinhos doces e “cerejas”, que de cerejas não têm nada. Eles combinam melhor com frutas, que vão te garantir carboidratos saudáveis e uma reserva energética também saudável.

chocolate-coffee-shop-delicious-fantastic-food-frozen-yogurt-Favim_com-46660

3 – Cereja

Falando nela, se você for comer cereja, dê preferência para a fruta mesmo, que pode ser encontrada em sacolões, mercados e hortifrutis. Você sabia que a cereja que acompanha doces e bolos é feita de chuchu? O chuchu é famoso por ser um vegetal “sem gosto”, vide a expressão “picolé de chuchu”. Por isso, ele é utilizado na fabricação das “cerejas” adocicadas e falsas.

295802_Papel-de-Parede-Bolo-de-Chocolate-com-Cereja-e-Chantily_1920x1080

4 – Suco de caixinha

Suco de caixinha foi a pior mentira que a galera do fast food inventou! Sucos de caixinha, independente do sabor, contêm uma quantidade absurda de gorduras, açúcares e aditivos industriais. Nem preciso dizer que é melhor preparar um suco natural da fruta pra acompanhar seu jantar. “Ah, mas existem alguns sucos de caixinha que têm uns nomes bonitinhos e que falam que são saudáveis!” Não. Estamos de olho!

malefícios-do-suco-de-caixinha

5- Barrinha de cereal

Até a barrinha de cereal? Sim! Existem algumas barrinhas de cereais que contêm menos gordura e são mais livres de aditivos industriais, basta dar uma checada no rótulo. Mas a maioria é bem calórica e possui gordura industrial, além de ser um alimento muito processado. Nem é tão difícil perceber. Imagina o trabalho e maquinário necessários para unir, todos juntos, aqueles vários cereais e grãos que estão na barrinha. Ou você acha que eles resolveram ficar coladinhos naturalmente? Coma frutas, pão integral com peito de peru ou até ovos cozidos de café da tarde. Na verdade, você pode até comer frango grelhado de café da tarde. Melhor do que comer pacotinhos de bobeira. As marmitas estão aí pra serem preenchidas, gente, e não tem nada vergonhoso em repetir alguns alimentos da marmita do almoço nos lanches intermediários.

barra-de-cereal

Sem terrorismo: a alimentação é uma escolha individual e não estou aqui para ditar o que é certo e o que é errado pra cada um, apenas para reforçar a ideia de alimentação e saúde. Não precisa abolir os produtos acima, mas saiba quando usá-los e não abusar.

O choro é livre, nutri do terror! Adele emagrece 30 kg sem cortar carboidratos e lactose

Então quer dizer que é possível comer de tudo um pouco, ser feliz e ainda ter um corpo saudável? Lógico que sim! E isso é algo que eu venho tentando deixar claro na mente das pessoas desde que esse blog foi fundado.

Saúde não é sinônimo de corpo em forma, mas sim de uma combinação de bons hábitos alimentares, práticas físicas e controle emocional.

Um exemplo famoso é o que aconteceu com a cantora Adele. Em entrevista à revista norte-americana People, a artista disse que perdeu 30 kg sem deixar de ingerir carboidratos e lactose. E ainda afirmou que não perdeu esse peso por estética, mas por motivos de saúde.

Para conseguir o feito, ela passou por uma mudança de hábitos. Parou de fumar, se tornou vegetariana e começou a praticar atividades físicas. Um tratamento hipnótico também ajudou a controlar a ansiedade após largar o cigarro e a não compensar esse déficit com a ingestão exagerada de comida.

Olha só o que ela fez:

– cortou o refrigerante, bebida com grande teor de açúcar e aditivos industriais.

– cortou a carne, que contém gordura saturada. (Aqui já é uma escolha que precisa ser feita com mais cuidado, com acompanhamento nutricional para repor os nutrientes e proteínas da carne com outros alimentos, como alguns vegetais).

– cortou os doces, que também contêm grande quantidade de açúcar, além de aditivos químicos e artificiais.

– cortou os alimentos ultraprocessados, aqueles que contêm pouco do alimento original e a maior parte de compostos industriais. Basta ler no rótulo da alimento: quando você não conhecer a maioria dos ingredientes escritos, foge porque é fria.

– fugindo de todas essas artificialidades, a cantora compôs a alimentação principalmente de legumes, verduras e frutas, alimentos com grande quantidade de proteínas, nutrientes e fibras, estas reguladoras da flora intestinal.

– continuou tomando leite, que tem cálcio, vitamina B12, carboidratos e mais alguns nutrientes. Para saciar a retirada do doce e aproveitar a inclusão do leite, uma boa saída é fazer smoothies e misturar frutas diversas com leite.

– passou a ingerir amêndoas, cujo óleo é uma gordurinha saudável para o corpo.

– os carboidratos continuaram na dieta, afinal são fonte primordial de energia e sem eles não sobrevivemos. Neste caso, é saudável ingerir carboidratos de raízes e tubérculos (mandioca, batata) e sementes (arroz, aveia, trigo).

Para os nutricionistas terroristas, o choro é livre!

Castanha do pará: um é pouco, dois é bom, três é demais

Como tudo nessa vida não deve ser consumido em excesso, por que com a castanha do pará seria diferente? Nativa da Floresta Amazônica, a semente é super indicada para se ter uma vida longa e saudável.

Suas propriedades medicinais são de dar inveja para qualquer oleaginosa. É antioxidante (retarda o envelhecimento), energizante, hidratante, inseticida e nutritiva. Seu óleo é altamente recomendável por possuir, além de alto teor de ômega 6 e 9, quantidades consideráveis de micronutrientes (que precisam ser ingeridos em menor quantidade, MAS PRECISAM), como zinco, cálcio, césio, ferro, fósforo, iodo, selênio, tungstênio (aqui dá pra incluir a tabela periódica quase inteira), vitaminas e vários ácidos saudáveis.

castanha02

O “porém”: deve ser ingerida com cautela. No máximo, duas por dia. Lembra que eu disse que os micronutrientes devem ser ingeridos em pequena proporção? É por isso. Uma pesquisa realizada na Universidade de Otago, na Nova Zelândia, comprovou que o consumo de duas castanhas por dia eleva em cerca de 65% o teor de selênio no sangue, nutriente que combate o envelhecimento celular. Já seu excesso causa uma intoxicação chamada selenose, que causa enfraquecimento e queda de unhas e cabelos, além de fadiga, mau hálito e distúrbios gastrointestinais.

A castanha do pará também deve ser submetida, sem exceção, ao processo de lavagem na indústria. Em sua casca, costumam-se fixar alguns fungos produtores de micotoxinas que, em maior quantidade, podem causar prejuízos ao sistema digestório.

A recomendação é ingerir duas castanhas do pará por dia. Não parece, mas uma semente apenas pode ser responsável por fornecer toda a quantidade de selênio que você precisa diariamente. Portanto, fique nessa medida para não sobrecarregar seu organismo.

Agora todo mundo acha que é intolerante à lactose, acredita?

Hoje é muito comum as pessoas saírem divulgando por aí em alto e bom som que são intolerantes à lactose, sem passar por exames médicos específicos. Tudo esse alvoroço porque tomaram uma dose extra de leite em algum momento da vida e correram para o banheiro pouco tempo depois por conta de uma mini diarréia. O que muitas dessas pessoas não sabem é que elas podem NÃO SER intolerantes à lactose como elas pensam.

leite 2

Pra explicar melhor, deixa eu definir em linhas gerais o que é lactose. Lactose é um carboidrato, também conhecido como açúcar, formado pela junção de duas outras unidades menores, a glicose e a galactose. A lactose é muito encontrada no leite e em seus derivados, como iogurtes e queijos. Também está muito presente nas glândulas mamárias de todos os mamíferos lactantes, assim como nas mamas de nossas mamas, oops, de nossas mães.

A intolerância a esse carboidrato acontece quando o nosso corpo tem deficiência da enzima lactase, responsável por digerir a lactose e reduzí-la a glicose e galactose. Quando os mamíferos desmamam (incluindo aqui os humanos), o trato gastrointestinal dos mamíferos adultos reduz substancialmente a produção da enzima lactase, fazendo com que sua atividade se limite a 10% do valor inicial, quando ainda éramos bebês.

Isso porque bebês se alimentam unicamente de leite nos primórdios da vida e obviamente precisam dessa enzima em grandes proporções. Ao decorrer da vida, como “desmamamos”, a grande quantidade da enzima torna-se inútil para o corpo e ela é reduzida.

Acontece que essa redução varia bastante de indivíduo para indivíduo. Existem indivíduos que realmente desenvolvem uma deficiência grande da lactase e outros que apenas a reduzem ao padrão normal. Nada mais natural que essa segunda opção.

Mas muitos hipocondríacos e esse pessoal mais “confuso” com a enxurrada de informações disponibilizadas com o avanço da tecnologia acham que são intolerantes só porque tomaram leite em excesso uma vez na vida e correram para o banheiro com uma diarréia.

Calma, gente! Cada metabolismo tolera sua respectiva porção de lactose, uns mais e outros menos. Portanto, antes de sair por aí falando que tem intolerância à lactose porque comeu uma pizza de muçarela com bordas de catupiry e nunca mais saiu da privada, confirme o seu estado de saúde.

A redução da ação da enzima lactase não deve ser confundida com estado patológico. Essa redução, como disse, é muito prevalente na população adulta mundial, principalmente entre negros, asiáticos e sul-americanos.

Pequenas quantidades de lactose do leite podem ser muito toleradas pela maioria dos adultos (cerca de 12 g em 250 mL de leite).

O consumo de leite em quantidades moderadas ao longo do dia é importante, uma vez que o leite é fonte de proteína, cálcio e riboflavina, também conhecida como vitamina B2, importante para a saúde dos olhos, pele, boca e cabelos.

Em crianças, é muito mais preocupante, por exemplo, uma infecção do intestino, que pode destruir células da parede intestinal. Como a enzima lactase é produzida nas microvilosidades da parede do intestino delgado, a infecção pode debilitar a criança na produção da enzima, aí sim fazendo com que o leite não seja digerido adequadamente.

A melhor saída é procurar um médico e se certificar se você tem realmente intolerância à lactose ou apenas abusou daquele iogurte que tanto ama. #semterrorismo

Fonte: Pirâmide dos Alimentos: Fundamentos básicos da nutrição, de Sonia Tucunduva Philippi